Centro Hospitalar Veterinário

Neoplasias nasais do cão e gato

Definição
 
A neoplasia nasal é uma proliferação descontrolada de células que pode ocorrer na cavidade nasal, ou perto dela em cães e gatos de todas as idades, sendo mais comuns a partir dos 5 anos.
As neoplasias nasais são, na sua maioria, malignas e raramente metastizam.
No cão, as mais comuns são o carcinoma de células escamosas e o adenocacinoma, seguindo-se os sarcomas (condro e osteossarcoma). No gato, o linfoma é a neoplasia nasal mais comum.
 
Sinais Clínicos
 
Quando o cão tem uma neoplasia nasal o dono pode reparar em corrimento nasal, por vezes sanguinolento, de uma ou de ambas as narinas; espirros; dispneia (alterações da respiração); distorção da face; estridor nasal (caso a neoplasia oclua uma das cavidades nasais) e, mais raramente, pode estar presente corrimento ocular.
Ao exame físico o médico veterinário pode auscultar estertores (ruídos anormais durante a respiração).
 
Diagnóstico
 
A TAC é o exame de eleição para o diagnóstico de neoplasias nasais sendo que a rinoscopia permite a obtenção de material para biópsia. No entanto a presença de uma massa não significa necessariamente uma neoplasia.
A radiografia torácica pode ser recomendada caso se detete alguma alteração dos sons pulmonares e para despiste de metástases pulmonares, embora não sejam comuns.
A biopsia e histopatologia são os únicos meios que permitem confirmar este diagnóstico. Existem vários métodos de recolha do material a ser enviado para análise, nomeadamente lavagens nasais. No caso de não ser conclusivo pode ter de se recorrer a métodos mais invasivos como a rinotomia ventral.
 
Tratamento
 
A radioterapia é o tratamento de eleição para neoplasias nasais, com um risco de recorrência de 60%.
A cirurgia não é normalmente um tratamento eficaz, com a exceção de carcinomais superficiais e craniais em gatos.
A quimioterapia ainda é objeto de estudo como opção de tratamento para este tipo de neoplasia. Num estudo científico foi possível observar a remissão do tumor em 50% dos animais, tratados com fármacos antineoplásicos como a doxorrubicina e a carboplatina associadas ao anti-inflamatório não esteróide piroxicam.
 
 
 
Claúdia Franco, Hugo Gregório