Centro Hospitalar Veterinário

O serviço de cardiologia do CHV é da responsabilidade da Dra. Sandra Regada.

 

Porquê escolher o serviço de cardiologia do CHV?

O CHV disponibiliza um serviço integrado de cardiologia com apoio do serviço de urgencias 24 h que muitas vezes é essencial no acompanhamento de retaguarda de pacientes cardíacos. Possuimos também meios complemntares de diagnóstico in loco, tais como, ecocardiografia e electrocardiografia.

 

 

Doenças cardíacas caninas
 
Com o aumento da esperança média de vida dos nossos animais de companhia, pelos avanços
da medicina veterinária e melhoria dos cuidados de saúde prestados, há também uma
prevalência crescente das doenças cardíacas. Estima-se que mais de 10% dos animais
apresentados à consulta veterinária tenham doença cardíaca.
As doenças cardíacas adquiridas, as que se desenvolvem ao longo da vida dos nossos animais,
são inegavelmente as que têm maior prevalência. Entre estas, a doença degenerativa valvular
é sem dúvida a causa mais frequente de doença cardíaca na população canina, representando
cerca de 75% do total dos casos de doença cardíaca. Tem uma prevalência de 14-15% em cães
adultos de raça pequena relativamente a outras patologias, sendo que esta percentagem
aumenta dramaticamente com a idade.
A cardiomiopatia dilatada é a segunda doença cardíaca adquirida mais frequente em cães,
contando com uma prevalência de 0,2-6% relativamente a outras doenças em cães adultos de
raça grande.
Doenças cardíacas mais frequentes em cães adultos:
- Doença Degenerativa Valvular:
As válvulas cardíacas tornam-se gradualmente mais permeáveis à medida que envelhecem e,
em vez de fecharem eficazmente, deixam que algum sangue volte para trás em cada
batimento cardíaco, levando a um aumento da pressão nas câmaras cardíacas (átrios) e a uma
diminuição do sangue a ser distribuído pelo organismo.
Particularmente frequente em cães de porte pequeno:
 
Cavalier King Charles 
Spaniel Shih Tzu
Caniche (miniatura e toy) 
Dachshund
Yorkshire Terrier 
Pequinês
Schnauzer Miniatura 
West Highland White Terrier
Fox Terrier 
Cairn Terrier
Chihuahua Papillon
Pinscher Miniatura 
Bichon Frisé
 
- Cardiomiopatia Dilatada:
Caracteriza-se por uma redução gradual e progressiva da contratilidade miocárdica, ou seja, as
contrações do músculo cardíaco ficam gradualmente mais fracas, fazendo com que o sangue
não seja bombeado eficazmente. Isto leva a uma sobrecarga de volume do coração e
consequente dilatação das câmaras cardíacas. 
Particularmente frequente em cães de raças grandes:
 
Dogue Alemão 
São Bernardo
Serra da Estrela 
Cocker Spaniel Inglês
Doberman Pincher 
Terra Nova
Boxer 
Airdale Terrier
Labrador Retriever 
Irish Wolfhound
 
Mesmo tendo em conta o maior risco em algumas raças, estas doenças cardíacas podem ser
encontradas em diversos graus em todas as raças de cães, incluindo cães sem raça definida.
O termo doença cardíaca congénita refere-se à ocorrência de malformações no coração ou
nos grandes vasos adjacentes, presentes ao nascimento, causadas por alterações em
determinadas fases do desenvolvimento embrionário do coração fetal.
Estes defeitos podem levar ao aparecimento de sinais clínicos graves logo nos primeiros
meses/anos de vida ou apenas mais tarde em adulto, dependendo do defeito.
Apesar da prevalência real das doenças cardíacas congénitas em cães não ser conhecida,
dados provenientes de vários estudos indicam que a sua prevalência global varia entre 0.46 a
0.85% em relação a todas as doenças (consideravelmente menor do que as doenças
adquiridas). Estes dados estão no entanto provavelmente subestimados, pois muitos animais
são assintomáticos e outros morrem antes do diagnóstico ser realizado.
Entre as doenças cardíacas congénitas caninas encontram-se a estenose pulmonar e aórtica,
defeitos de septo interventricular e interatrial, ducto arterioso persistente, displasia valvular
tricúspide e mitral, entre outras.
 
 
Doenças cardíacas felinas
 
O número de gatos com diagnóstico de doença cardíaca tem vindo a aumentar nos últimos
anos, em parte devido à melhoria dos meios de diagnóstico, como a ecocardiografia que veio
permitir um diagnóstico mais preciso da doença, mas também pelo aumento da popularidade
dos gatos como animal de estimação.
Entre as doenças cardíacas felinas a Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH) é sem dúvida a
doença cardíaca mais frequente, com uma elevada taxa de ocorrência nesta espécie (cerca de
67% das doenças cardíacas). Esta caracteriza-se pela hipertrofia concêntrica do ventrículo
esquerdo (aumento da espessura do músculo cardíaco) com comprometimento do
relaxamento ventricular, culminando com o desenvolvimento de insuficiência cardíaca
congestiva.
Esta doença tem uma apresentação clínica bastante variável. Alguns gatos apresentam a forma
assintomática, permanecendo assim durante quase toda a vida e manifestando-a apenas já
com idade avançada. Outros são afetados pela forma mais severa da doença, que pode
resultar em insuficiência cardíaca ou morte súbita em idades jovens. 
Esta doença manifesta-se mais frequentemente em gatos de raça pura, apesar do seu
diagnóstico ser cada vez mais frequente em gatos de raça indeterminada.
As raças mais afetadas, geralmente correspondem a raças médias e grandes:
 
Main Coon 
Ragdoll
Persa 
British 
American Shorthairs
 
A faixa etária afetada pela CMH é variável, abrangendo idades entre os 3 meses de idade até
aos 17 anos de idade, geralmente afetando em média gatos de 4 a 7 anos de idade.
Outras doenças cardíacas felinas também diagnosticadas, com prevalências muito inferiores,
incluem a Cardiomiopatia Restritiva, Cardiomiopatia Dilatada e a Cardiomiopatia
Arritmogénica Ventricular Direita.
Como doenças cardíacas congénitas felinas, com prevalências ainda menores, surgem as
displasias valvulares (tricúspide e mitral) e os defeitos de septo interventricular, entre outras.